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Calculadora de ágio de imóvel

Seis calculadoras para negociar o ágio com números na mão: valor do ágio, lucro ou prejuízo, custo do comprador, comissão, parcelamento e cartório.

Quanto vale o ágio?

Compare o ágio pedido com o valor de mercado e o saldo devedor para saber se o preço faz sentido para quem compra.

Quanto um imóvel parecido é vendido hoje na região. Use anúncios, avaliação de corretor ou do banco.
Quanto ainda falta pagar ao banco, à construtora ou à loteadora. Peça o saldo atualizado na data da negociação: o extrato antigo pode estar defasado.
O valor que o vendedor quer receber para passar o imóvel adiante.
Entrada mais parcelas já pagas. Serve só para comparação e não muda o valor de referência.
Como ler o resultado
  • Mercado menos saldo é a parte do imóvel que, em valor de mercado, já “pertence” ao vendedor. É uma referência comum para o ágio, mas não é regra: o preço final é o que as partes combinarem.
  • Se o ágio pedido for maior que essa diferença, o comprador vai pagar, somando ágio e saldo, mais do que o imóvel vale hoje. Pode fazer sentido se a taxa de juros do financiamento for baixa, mas deve ser uma escolha consciente.
  • O quanto o vendedor já pagou não define o valor do ágio: parte das parcelas foi juros e o mercado pode ter subido ou caído.
  • O cálculo não inclui juros futuros das parcelas, taxas de transferência, ITBI nem cartório, que aumentam o custo real para o comprador. Veja a calculadora de custo do comprador.

Vou ter lucro ou prejuízo vendendo o ágio?

Para quem vende: compare tudo o que você já colocou no imóvel com o que vai sobrar depois da venda.

O valor que você pagou de entrada (inclusive FGTS, se usou).
Some as parcelas pagas até hoje. O extrato do financiamento costuma mostrar esse total.
Taxas de contrato, ITBI e cartório da compra, reformas e melhorias que você consiga comprovar.
O valor combinado com o comprador.
Se o corretor for pago pelo vendedor. Deixe 0 se não houver. Use a calculadora de comissão abaixo.
Certidões, cartório, taxas de transferência e parcelas em atraso que ficarem com você.
Como ler o resultado
  • Total investido é tudo o que saiu do seu bolso até hoje. Parte das parcelas pagas foi juros, por isso é normal o ágio não devolver tudo.
  • Valor líquido é o que sobra do ágio depois da comissão e das despesas.
  • A conta não considera o aluguel que você deixou de pagar morando no imóvel, nem a correção do dinheiro no tempo. Por isso, um “prejuízo” aqui não significa, por si só, que o negócio foi ruim.
  • Se houver lucro, pode haver imposto sobre ganho de capital, apurado por regras próprias da Receita Federal e não por esta conta simplificada. Veja o guia de imposto na venda de ágio e confirme com um contador.

Quanto o comprador vai desembolsar?

Para quem compra: veja quanto dinheiro sai agora e quanto fica para pagar depois.

O valor pago ao vendedor, somando entrada e parcelas do ágio, se houver.
O que falta pagar ao banco, à construtora ou à loteadora, conforme o saldo atualizado.
Cobrada pelo banco, construtora ou loteadora para passar o contrato, incluindo avaliação do imóvel, se houver. Pergunte à instituição. Deixe 0 se não houver.
Valor usado pela prefeitura para calcular o ITBI, que pode ser diferente do preço combinado. Deixe 0 se o ITBI não for pago agora.
Definida pela lei do seu município. Consulte a prefeitura. Não use valores de outra cidade.
Reconhecimento de firma, procurações, escritura e registro, quando houver. Use a calculadora de cartório abaixo para estimar.
Deixe 0 se o corretor for pago pelo vendedor.
Como ler o resultado
  • Desembolso agora é o dinheiro necessário para fechar o negócio: ágio, taxas, impostos, cartório e comissão.
  • Total com o saldo soma o que ainda falta pagar ao credor, sem contar os juros futuros das parcelas.
  • O ITBI é municipal. Se ele é devido na cessão de direitos sem registro é tema em discussão no STF (Tema 1.124), e cada município aplica a sua lei. Veja o guia de ITBI na venda de ágio e confirme na prefeitura.
  • Se o comprador ainda depende da aprovação do banco para assumir o financiamento, reserve uma margem para exigências e custos que surgirem na análise.

Quanto é a comissão do corretor?

Calcule a comissão e a divisão entre corretor, imobiliária e parceiros, para colocar no contrato.

Não há base fixada em lei. Use a combinada por escrito: o valor total do negócio (ágio + saldo assumido) ou só o valor do ágio.
O percentual combinado por escrito com o corretor. Se for valor fixo, deixe 0 e preencha o campo abaixo.
Use quando a comissão for um valor fechado. Se preenchido, substitui o percentual.
Define de quem sai o valor.
Quanto da comissão fica com o corretor. Corretor, imobiliária e parceiro devem somar 100%.
Quanto fica com a imobiliária.
Outro corretor que participou. Deixe 0 se não houver.
Para ver quanto sobra ao vendedor do valor do ágio depois de pagar a sua parte da comissão.
Como ler o resultado
  • Não há base fixada em lei: a comissão pode incidir sobre o valor total do negócio (ágio + saldo), só sobre o ágio ou ser um valor fixo, conforme o combinado por escrito.
  • A divisão deve somar 100%. Os valores de cada favorecido vão para o quadro de intermediação do contrato, junto com os dados bancários.
  • Pelo Código Civil (art. 725), a comissão é devida quando o resultado da intermediação é alcançado, mesmo se as partes desistirem depois. Por isso, vale deixar por escrito no contrato quem paga, quanto, quando e em que casos a comissão é devolvida.
  • Não existe percentual fixado em lei para a comissão. Tabelas de referência de conselhos e sindicatos são apenas orientação: vale o que for combinado.

Como fica o ágio parcelado?

Monte o cronograma das parcelas do ágio, com ou sem juros, pronto para copiar para o contrato.

O valor combinado.
Pago na assinatura ou antes dela. Deixe 0 se não houver.
Em quantas vezes o restante será pago.
Deixe 0 para parcelas sem juros. Juros só valem se forem combinados e escritos no contrato.
As demais vencem no mesmo dia dos meses seguintes. Em meses mais curtos, no último dia do mês.
Como ler o resultado
  • Sem juros, o saldo é dividido em parcelas iguais. Com juros, usamos parcelas fixas pela Tabela Price.
  • Correção por índice (como IPCA ou INCC), multa e juros de atraso não entram neste cálculo. Se forem combinados, deixe por escrito no contrato.
  • Copie o quadro para a tabela de parcelas do contrato e emita um recibo a cada pagamento.

Quanto custa o cartório e as assinaturas?

Estime os custos de reconhecimento de firma, procurações e autenticações. Os valores mudam por estado: use os da tabela do seu cartório.

Conte só quem vai reconhecer firma: vendedores, compradores e cônjuges que assinam. Testemunhas normalmente não reconhecem firma.
Cada via com firma reconhecida conta como um novo reconhecimento para cada pessoa.
Por assinatura, conforme a tabela de emolumentos do seu estado. Por autenticidade (na presença do tabelião) costuma custar mais que por semelhança. Quem ainda não tem firma no cartório pode pagar também a abertura de ficha.
Deixe 0 se não houver.
Conforme a tabela do Cartório de Notas do seu estado. Alguns tipos de procuração, como a em causa própria, podem ter valor diferente.
Cada página de documento autenticada conta uma vez.
Conforme a tabela do seu estado.
Se for assinar por plataforma paga. Pelo gov.br não há custo para o cidadão. Confirme antes se quem vai receber o documento aceita assinatura eletrônica.
Como ler o resultado
  • Reconhecer firma é opcional no contrato particular, salvo se exigido por quem vai receber o documento (banco, loteadora, cartório).
  • As tabelas de emolumentos são definidas por lei de cada estado e costumam ser reajustadas periodicamente. Os valores do exemplo são apenas ilustrativos.
  • Escritura pública e registro no Cartório de Imóveis, quando houver, têm tabela própria e não entram nesta estimativa.

Resultados de referência para ajudar na negociação. Não são avaliação oficial, laudo, cálculo tributário ou orientação jurídica.

Metodologia e limites das calculadoras

As contas são simples e abertas: abaixo está exatamente o que cada calculadora faz com os números que você digita. Nenhum valor vem de tabela oficial, e nada é enviado para fora do seu navegador.

CalculadoraConta feitaO que fica de fora
Valor do ágioReferência = valor de mercado − saldo devedor. Depois compara ágio pedido + saldo com o valor de mercado.Juros futuros, taxas, ITBI e cartório. A referência é prática de mercado, não regra legal (veja como calcular o ágio).
Lucro ou prejuízoResultado = (ágio − comissão − despesas) − (entrada + parcelas pagas + outros gastos).Correção do dinheiro no tempo, aluguel economizado e as regras próprias do ganho de capital (veja imposto na venda de ágio).
Custo do compradorDesembolso agora = ágio + taxa de transferência + (base do ITBI × alíquota) + cartório + comissão. Total com o saldo = desembolso + saldo devedor.Juros e seguros das parcelas futuras (veja ágio com saldo devedor) e a regra do ITBI de cada município (veja ITBI).
ComissãoComissão = base × percentual, ou o valor fixo informado. A divisão aplica os percentuais de corretor, imobiliária e parceiro.Não há base nem percentual fixados em lei: vale o combinado por escrito (veja comissão do corretor).
ParcelamentoSem juros: saldo ÷ número de parcelas. Com juros: parcela fixa pela Tabela Price, P = S × i ÷ (1 − (1 + i)−n).Correção por índice, multa e juros de atraso (veja venda parcelada).
CartórioFirmas = pessoas × vias × valor; mais procurações, autenticações e assinatura eletrônica, pelos valores que você informa.Escritura e registro, que têm tabela própria em cada estado (veja como assinar o contrato).

Os valores são arredondados em centavos. Os exemplos pré-preenchidos são ilustrativos. Antes de fechar negócio, confirme o saldo com o credor, os tributos com a prefeitura e um contador, e os custos com o cartório.

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